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Os ácidos graxos em alimentos podem combater a Esclerose Múltipla?

Os ácidos graxos em alimentos podem combater a Esclerose Múltipla?
Sobre Esclerose Múltipla – doença em que o sistema imunológico destrói a cobertura protetora de nervos. Na esclerose múltipla, as lesões nos nervos causam

Sobre Esclerose Múltipla – doença em que o sistema imunológico destrói a cobertura protetora de nervos.

Na esclerose múltipla, as lesões nos nervos causam distúrbios na comunicação entre o cérebro e o corpo.

A esclerose múltipla causa muitos sintomas diferentes, entre eles perda da visão, dor, fadiga e comprometimento da coordenação motora. Os sintomas, sua gravidade e duração variam conforme a pessoa. Alguns indivíduos podem não apresentar sintomas por quase toda a vida, enquanto outros têm sintomas crônicos graves que nunca desaparecem.

Fisioterapia e medicamentos que suprimem o sistema imunológico podem ajudar a combater os sintomas e retardar a progressão da doença.

No Brasil são diagnosticados em média 150 mil casos por ano.

Conforme relatado em novo estudo feito por  pesquisadores do Journal of Clinical Investigation uma mudança na dieta pode ajudar a tratar algumas pessoas com esclerose múltipla.

De acordo com esse novo estudo, a falta de um ácido graxo específico no tecido adiposo pode desencadear a resposta anormal do sistema imunológico que causa esclerose múltipla atacando e danificando o sistema nervoso central.

O tecido adiposo em pacientes diagnosticados com EM carece de níveis normais de ácido oleico, um ácido graxo monoinsaturado encontrado em altos níveis em determinados alimentos como:

  • Óleos de cozinha,
  • Carnes (carne bovina,
  • Frango e carne de porco),
  • Queijo,
  • Nozes,
  • Sementes de girassol,
  • Ovos,
  • Massas,
  • Leite,
  • Azeitonas
  • E abacate

Essa falta de ácidos oleicos leva à perda dos sensores metabólicos que ativam as células T que medem a resposta do sistema imunológico até uma  doença infecciosa. Sem os efeitos supressores dessas células T regulatórias, o sistema imunológico pode atacar células saudáveis do Sistema Nervoso Central e causar a perda de visão, dor, falta de coordenação e outros sintomas debilitantes da EM (Esclerose Múltipla).

Quando os pesquisadores introduziram ácidos oleicos no tecido graxo de pacientes com EM em experimentos laboratoriais os níveis de células T regulatórias aumentaram gradativamente.

“Sabemos há algum tempo que tanto a genética quanto o meio ambiente desempenham um papel no desenvolvimento da EM”, disse o autor sênior David Hafler, professor de neurologia e professor de imunobiologia e Presidente do Departamento de Neurologia da Universidade de Yale.

A obesidade desencadeia níveis insalubres de inflamação e é um fator de risco conhecido para esclerose múltipla, uma observação que Hafler disse que o levou a estudar o papel da dieta para EM. Ele ressalta, no entanto, que mais estudos são necessários para determinar se comer uma dieta rica em ácido oleico pode ajudar alguns pacientes com EM.

Fonte Universidade de Yale

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