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Como a radiação está presente no nosso cotidiano

Como a radiação está presente no nosso cotidiano
Você sabe o que é radiação e quais os tipos de radiação existem no nosso dia a dia? Muitos dispositivos que usamos ou que

Você sabe o que é radiação e quais os tipos de radiação existem no nosso dia a dia?

Muitos dispositivos que usamos ou que ajudam a garantir a alta qualidade e segurança de nossas vidas diárias possuem radiação. Detectores de fumaça, máquinas de raio-x para detectar armas ou outros dispositivos na bagagem e na carga, equipamentos médicos e uma grande variedade de utensílios domésticos. Por exemplo: micro-ondas, wi-fi, Lâmpadas fluorescentes e até mesmo a TV.

Tipos de radiações:

Dependendo da quantidade de energia, uma radiação pode ser descrita como não ionizante ou ionizante.

Ionizantes

São radiações que, ao entrarem em contato com os átomos, promovem a saída de elétrons das órbitas, fazendo com que o átomo passe a ser um cátion, ou seja, um átomo deficiente em elétrons.

Essas radiações podem provocar ionização e excitação dos átomos e moléculas, provocando modificação (ao menos temporária) na estrutura das moléculas. O dano mais importante é o que ocorre no DNA.

Entre os principais exemplos de radiações ionizantes, temos:

  • Radiação alfa: é composta por dois prótons e dois nêutrons e apresenta baixo poder de penetração.
  • Radiação beta: é formada por um elétron e apresenta poder de penetração com relação às radiações alfa, gama e raio X.
  • Radiação gama e radiação X: são radiações eletromagnéticas que se diferenciam apenas pela origem (gama é nuclear, e raio X é artificial) e apresentam elevado poder de penetração.

Não Ionizantes

São radiações que não são capazes de retirar elétrons das órbitas (eletrosferas) de seus átomos. Assim, continuam sendo átomos estáveis. Essas radiações não podem provocar ionização e excitação dos átomos e moléculas. Assim, não provocam modificação (ao menos temporária) na estrutura das moléculas.

Entre os principais exemplos de não radiações ionizantes, temos:

Laser: geralmente em equipamentos de diagnóstico à laser;
Infravermelha: as principais fontes artificiais de radiação infravermelha são as chamas ou corpos incandescentes, lâmpadas e superfícies muito quentes;

Radiofrequência/micro-ondas: Telefones celulares e sem fio, radares e transmissões de rádio e TV, equipamentos que emitem radiação infravermelha, redes Wi-Fi, dentre muitas e muitas outras. São radiações produzidas por sistemas eletrônicos a partir de osciladores, apresentando frequência mais elevada que as ondas de rádio. São utilizadas de forma doméstica para aquecer alimentos e podem transportar sinais de TV ou de comunicações eletrônicas.

Campos e Radiações eletromagnéticos: equipamentos médicos e sistemas de energia elétrica são grandes fontes emissoras deste tipo de radiação.

Infravermelha: é uma radiação que está localiza abaixo do vermelho no diagrama de energia, possuindo um comprimento de onda entre 700 nm e 50000 nm.

Luz visível: possui frequência compreendida entre 4,6 x 1014 Hz e 6,7 x 1014 Hz, com comprimento de onda de 450 nm a 700 nm. É capaz de sensibilizar nossa visão.

Ultravioleta: radiação emitida por alguns átomos quando excitados, acompanhando a emissão de luz. Tem comprimento de onda entre 10 nm a 700 nm. Exemplo: lâmpadas de vapor mercúrio (Hg).

Ondas de rádio: são radiações de baixa frequência, em torno de 108 Hz, com comprimento de onda de 1 cm a 10000 nm. São utilizadas para transmissões de rádio.

Eletromagnéticas

São ondas que possuem campo magnético e campo elétrico, os quais se propagam no ar ou no vácuo a uma velocidade de 300.000 km/s. Essas radiações (raio gama, raio X, ultravioleta, infravermelha, micro-ondas) diferenciam-se por seus comprimentos de onda, como podemos ver na imagem do espectro eletromagnético abaixo:

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Malefícios das radiações:

Animais, plantas, solo, água e ar podem ser afetados pela radiação, cada um de uma forma. O solo, a água e o ar, na realidade, quando contaminados com matéria radiativo, passam a ser meios disseminadores da radiação para os seres vivos.

Nos seres vivos, as radiações levam, basicamente, a dois efeitos:

Mutações gênicas: a ação da radiação é capaz de modificar o DNA da célula, fazendo com que uma célula perca sua função ou passe a desempenhar uma nova função. Exemplo: mutações genéticas podem levar à formação de novos tecidos ou fazer com que uma célula passe a desempenhar uma nova função, promovendo assim o aparecimento de tumor.

Quebras de moléculas: a radiação pode quebrar o DNA das moléculas e prejudicar o processo de multiplicação celular. Esse processo pode fazer com que as células não consigam mais transmitir seu patrimônio genético durante sua multiplicação. A função celular pode ou não ser afetada.

É válido ressaltar que a extensão dos danos causados pela radiação depende de dois fatores muito importantes: a dose (quantidade de radiação que o organismo recebeu) e o tempo de exposição.

Malefícios a curto prazo

Náusea

Vômito

Diarreia

Febre

Dor de cabeça

Queimaduras

Alteração na produção de sangue

Rompimento de plaquetas

Queda na resistência imunológica

→ Malefícios a longo prazo

Câncer de pele, pulmão e outros

Presença de radiação em toda a cadeia alimentar

Diminuição da fertilidade

Radiações Eletromagnéticas no Ambiente Doméstico

 

A poluição causada por radiações eletromagnéticas é o maior problema ambiental deste século, algo que não podemos ver, mas nos afeta diretamente se ficarmos expostos por longos períodos em ambientes não controlados ou onde não sejam tomadas as devidas providências.

De alguns anos para cá inúmeras fontes de radiações foram criadas e não estamos nos atentando para os riscos. O avanço da tecnologia é necessário, porém o controle deve ser rigoroso, para que não cause danos à nossa saúde.

Podemos citar algumas, como as torres de micro-ondas próximas de residências, os aparelhos celulares, as redes wireless, Wi-Fi, Bluetooth que mesmo com radiações baixas são de emissão contínua e podem causar algum tipo de consequência.

Algumas pesquisas estão tentando mapear regiões aonde surgem casos de maior incidência de neoplasia (proliferação desordenada de células no organismo, formando, assim, uma massa anormal de tecido. Pode ser classificada como benigna ou maligna. A neoplasia benigna tem, geralmente, crescimento lento, ordenado e apresentando limites definidos). Com relação à telefonia celular a orientação é a seguinte, falar o menos e o mais rápido possível, embora não se pode afirmar que a causa seja essa, mas o número de casos cresceu bastante depois da utilização deste meio de comunicação.

Perguntamos, existem níveis seguros de radiação para a saúde humana? Existem normas com valores pré estabelecidos, porém isso pode variar com o tempo de exposição e de pessoa para pessoa.

Existe no Brasil o ICNIRP (Comissão Internacional de Proteção Contra Radiações) conforme a legislação de maio de 2009 que estabelece parâmetros seguros para campos ionizantes de radiação.

A interferência destas radiações em muito prejudica também os equipamentos hospitalares, os quais podem interferir diretamente na sua eficácia. Por isso em certos locais o uso de parelhos celulares se faz controlada, em hospitais, postos de combustíveis entre outros.

Em países como a Suíça, Itália, China adotam-se padrões de radiação bem mais baixos que os adotados aqui no Brasil, por questões de segurança. Como estamos diante de situações praticamente novas, pesquisas ainda estão sendo feitas para avaliar as conseqüências nos seres humanos.

PESQUISAS:

As pesquisas divulgadas são um alerta para os graves efeitos que a exposição em longo prazo pode causar. Alguns tipos de radiações podem provocar segundo os peritos de saúde pública grave consequência às pessoas. Estão em estudo ações para prevenir outras doenças neurológicas relacionadas com a exposição a cabos de alta tensão e outras fontes de radiação.

O relatório conclui que “os dados atuais, embora limitados, são suficientemente fortes para questionar a fundamentação científica dos limites de segurança em vigor”. A própria Agência Européia de Ambiente, parceira no estudo, defende a adoção do princípio da precaução. “Em declarações, cientistas afirmam que, autoridades de saúde recomendassem medidas para reduzir a exposição, sobretudo dos grupos mais vulneráveis, como as crianças”.

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7 objetos que usamos todos os dias e emitem radiação

Muitos vivem preocupados com a radiação que os telefones celulares emitem e a possibilidade de pegar câncer cerebral.

Se a radiação do seu celular te preocupa, precisamos te contar que a cada nós nos expomos a tantos outros objetos que também emitem radiação e mal nos damos conta.

7 – Cigarro

Achava que a nicotina e o alcatrão eram os únicos elementos perigosos dos cigarros?

A planta do tabaco absorve radiação durante seu processo de cultivo. Quando fumamos, o fumo entra em nosso corpo afetando diretamente os nossos pulmões.

O chumbo e o polônio se escondem em nossos pulmões e, à medida que seguimos fumando, nossos pulmões absorvem a radiação de forma mais eficiente. Como o ar que circula pelos pulmões passa pelo corpo todo, todo o organismo do fumante fica exposto à radiação. Além disso, os fumantes passivos também recebem uma cota de radiação.

6 – Micro-ondas

Uma das melhores invenções para a cozinha também emite radiação. O micro-ondas libera radiação eletromagnética e não adianta simplesmente fechar a sua porta para que ela não chegue até você, já que parte da radiação fica nos alimentos que passaram por ali. Além disso, a vedação que impede que a radiação escape pode quebrar, por isso é recomendado fazer uma manutenção periódica no seu micro-ondas e substitui-lo mesmo diante da menor falha.

5. Lâmpadas fluorescentes

Essas luzes, que substituíram as antigas lâmpadas tradicionais, emitem radiação. Elas emitem raios UVB, UVA e radiação infravermelha. Mesmo que elas não liberam radiação em grandes quantidades, sempre temos várias delas acesss pela casa por um longo período de tempo.

4- Televisão

Elas já estão praticamente fora de uso, mas esses velhos televisores, que utilizavam raios catódicos, foram indicados como fonte de radiação excessiva. O mesmo se aplica aos antigos monitores de computador. Os atuais, LCD, LED ou plasma precisam obter uma certificação antes de sair para o mercado e são considerados muito mais seguros.

3 – Telefones sem-fio

As linhas de telefone caseiras necessitam de dispositivos para chamar e responder e é muito comum que tenhamos um ou mais telefones sem-fio em casa. Esses dispositivos, além de suas bases, são fonte de emissão de radiação a todo momento, mesmo quando não estão sendo utilizados. No mercado, são oferecidos modelos especiais com baixa emissão radioativa.

2 – Redes Wi-Fi

O WiFi nos livra dos cabos na hora de usar a internet, mas para transmitir e receber informação, utiliza ondas que liberam radiação e criam campos eletromagnéticos. Se possível, deixe o seu roteador o mais longe possível dos quartos e utilize seu computador e celular a uma distância de pelo menos dois metros. Se sua rede não está sendo usada, melhor desliga-la.

1 – Exames médicos de imagem

Raio-x, scanners, ressonâncias, etc. Todos são necessários pra a realização de um diagnóstico. Mesmo que a quantidade de radiação liberada não seja muito grande, a acumulação dela no corpo por uso excessivo é preocupante. As máquinas usadas atualmente emitem a menor quantidade possível de radiação e inclusive são seguras para mulheres grávidas. No entanto não devem ser usadas mais que algumas poucas vezes e somente por indicação médica, claro.

Antes de ficar amedrontado com a quantidade de radiação que os celulares emitem, leve em conta que a radiação está presente em muitos objetos do nosso cotidiano.

A boa notícia é que eles não são perigosos para a saúde, já que suas emissões de radiação não ultrapassam o limite considerado seguro. Mas, se você quer escapar da radiação por completo, será preciso fugir para dentro de uma caverna, já que a luz solar também é uma fonte radioativa.

Os Limites de Tolerância para Radiações Ionizantes

A Portaria MTB 1.084/2018 estabeleceu que os limites de tolerância para Radiações Ionizantes são os que constam na norma CNEN NN-3.01 – Diretrizes Básicas de Radioproteção.

ÓrgãoIndividuo Ocupacionalmente ExpostoIndivíduo do Público
Corpo inteiro (Dose Efetiva)20 mSv[a]1 mSv[b]
Dose equivalente para o Cristalino20 mSv[a]15 mSv
Dose equivalente para a pele[c]500 mSv50 mSv
Dose equivalente para mãos e pés500 mSv
  • [a] Média ponderada em 5 anos consecutivos, desde que não exceda 50 mSv em qualquer ano.
  • [b] Em circunstâncias especiais, a CNEN poderá autorizar um valor de dose efetiva de até 5 mSv
    em um ano, desde que a dose efetiva média em um período de 5 anos consecutivos não exceda a 1mSv por ano.
  • [c] Valor médio em 1 cm2 de área, na região mais irradiada.

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