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Iniciada pesquisa para descontaminar o maior lixão a céu aberto da América Latina

Iniciada pesquisa para descontaminar o maior lixão a céu aberto da América Latina
A elaboração de diagnóstico de contaminação e de proposta de remediação do que foi o maior lixão a céu aberto da América Latina (Lixão

A elaboração de diagnóstico de contaminação e de proposta de remediação do que foi o maior lixão a céu aberto da América Latina (Lixão da Estrutural do DF) é uma das ações do Projeto CITinova. O início desse estudo foi lançado pela Secretaria do Meio Ambiente SEMA-GDF, parceira coexecutora do CITinova, projeto multilateral realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC),com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês),e ONU Meio Ambiente como agência implementadora.

O estudo esta sendo conduzido pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) com especialistas da Universidade de Brasília (UnB) e supervisão da SEMA. O prazo de execução é de 12 meses e orçamento de R$ 1, 3 milhão.

O coordenador-geral do Clima do MCTIC, Márcio Rojas, destacou a importância da parceria que possibilitou a contratação dos estudos.  “Temos uma enorme expectativa de, ao final do projeto, obtermos resultados concretos que irão impactar positiva e diretamente o Parque Nacional e os cidadãos de Brasília, como eu, também filho de Brasília”, afirmou Rojas, presente no evento de lançamento, em 26 de novembro, no Salão Nobre do Palácio do Buriti, em Brasília.

O acúmulo de resíduos, durante o período de 50 a 60 anos em que o lixão operou, gerou impactos sobre os corpos hídricos que convergem para o Lago Paranoá. Foram cerca de 40 milhões de toneladas despejadas no local, em processo de deposição irregular de rejeitos em área de 200 hectares localizada na divisa com o Parque Nacional de Brasília.

Para o secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho, os estudos representam uma vitória para o GDF: “Finalmente vamos enfrentar um problema que foi se avolumando pela deposição irregular do lixo produzido pela população, desde a inauguração da capital federal, ganhando contorno mais grave nas últimas décadas”. Esses estudos darão subsídios para a elaboração do termo de referência para o Projeto de Recuperação da Área Degradada (Prad),responsabilidade do Brasília Ambiental.

Os estudos terão dois enfoques ao longo do trabalho: o diagnóstico e os testes-pilotos para a apresentação de propostas ao GDF de tecnologias mais adequadas para o efetivo controle da contaminação e remediação dos danos causados. Para isso, Eloi Guimarães Campos, coordenador técnico do estudo e professor da UnB, explicou que as ações irão se concentrar no tratamento do chorume; na fitorremediação com plantio de especies nativas e exóticas, que possam reter metais identificados no solo; e no enclausuramente do chorume para evitar que continue se espalhando; além do uso dos dados na elaboração do Prad. “Queremos responder perguntas ainda sem respostas, como a rota do chorume e como tratá-lo de uma forma economicamente viável”, sublinhou o professor.

Para Nazaré Soares, coordenadora do CITinova no âmbito da SEMA-GDF, testar experiências inovadoras em uma área tão grande como o Lixão no DF é um desafio muito importante: “Tudo que será testado aqui poderá servir de referência para vários outros locais”.

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